O poder é teu. Se deixares, pode ser nosso

O poder é teu, sempre teu.
Quem decide aquilo que fazes?
Pensa bem antes de reponderes imediamtamente a esta pergunta. Dou-te este conselho de borla, porque ele vale tão pouco se não lhe prestares atenção.
Mas no fundo se parares um pouco antes de dares corda ao pensamento, se deixares que a razão seja atempadamente travada, pela percepção que deves ter algo mais do que a razão, no final da preciosa reflexão, perceberás que tenho efectivamente, alguma razão.
Então, vamos por partes.
És tu que decides sempre aquilo que fazes, mesmo quando não fazes alguma coisa, por achares que não podes, ou porque não te deixam.
Se não podes ou não te deixam, foi porque numa primeira instância, pensaste e decidiste que querias fazer algo, que não dependia totalmente da tua vontade, lá está tiveste o poder de decidir.
Depois decidiste, mesmo sabendo que provavelmente seria difícil alcançares o teu objectivo, confrontar o poder decisor com a tua vontade, pelo que tens de aceitar de peito abero as consequèncias da tua decisão.
Isto é apenas uma amostra.
À medida que cresces, apercebes-te que cada vez mais controlas os teus caminhos, e passas por eles com a majestosidade de quem tudo pode, menos aquilo que não pode.
Não poder é bem diferente de não te deixarem fazer.
Quando és crescido, percebes que só não podes fazer aquilo que não queres fazer, porque quando o queres fazer, arranjas sempre maneira de poder, nem que para isso tenhas de deixar de poder fazer outra coisa qualquer.
O poder é, todavia, uma coisa ambígua, mas é nessa ambiguidade que reside toda a sua força.
Vejamos, ter o poder de decidir, é um expectro libertino, que muita gente não conhece.
Não poder, ou melhor não tero poder de querer, é como estar preso.
Até um bebé tem poder desde cedo.
Quer comer, chora, e alguém lhe enfia alguma coisa pela guela abaixo, tem cocó, grita e alguém lhe vem limpar a fralda, por aí fora.
Quem vive desprovido de qualquer capacidade de poder, vive desarmado, vive condenado, não vive, está já enterrado ou de funeral preparado.
Luta! Porque queres e acima de tudo, PORQUE PODES!!!!!
Se fizeres por isso, o poder passa de mim para ti, de ti para mim.
Deixa de ser uma coisa minha, tua, dele, deles, passa a ser NOSSO!

Sou bem mais do que fui, bem menos do que serei

O homem. Eu como Homem.
O menino que ainda sou, vai crescendo a cada dia.
Envolve-se em sonhos, projectos, trabalhos, procuras, descobertas, mais sonhos que adia.
Mas o menino que fui por completo, vai gentilmente dando espaço e lugar ao crescimento imperativo do Homem que assenta ideias, que vê para além daquilo que escreve nos joelhos, dos sonhos que tem quando se vê ao espelho.
Crescer nunca foi para ele um processo fácil, uma construção idealizada e calma.
Sempre viu nas tormentas da aprendizagem interior, um caminho de construção acelarada, a que tantas vezes não conseguia dar a resposta que desejava. Perdeu-se tantas e outras vezes em deambulações permitidas, buscando unicamente as respostas para as perguntas que colocava a si mesmo, ou que o mundo insistia em lhe atirar de chapa.
Lá foi caminhado, em certas alturas de forma mais lenta, noutras correndo desenfreado, mas caminhou, sempre, lutou, crente do que estava a fazer, contente por estar a conseguir alcançar algo a que se havia proposto faz muito tempo, a liberdade, a independência, o pensamento livre e desembaraçado, formado e sustentado por ideias complexos, mas simplesmente transmitidos e contados na 1ª pessoa, capazes de contagiar os que em seu redor poisam e ouvem o que tem para dizer.
No fundo, a essa prática se prende algo que invocou durante tantos anos, a Oratória iria dar-lhe, mais tarde ou mais cedo, mais tarde que cedo, a capacidade de falar, de prender a atenção das pessoas que se calam para o ouvir.
Não que as remeta ao silêncio, ou que as force ao cerrar dos lábios, mas porque aquilo que teria para dizer se assumia como algo de interesse comum, ao homem invulgar.
Respeitando as regras convencionais, e os moralismos adjacentes ao pensamente construtivo e congruente, depressa se apercebe do poder que tem.
Consegue fixar em si, olhares, ouvidos, ideais, sentimentos reais e até aqueles que os que o escutam tÊm medo de sentir.
Assim vive, vai viver, e tentar que os que outros vivam.
Assim será, bem menos do que já foi, e bem mais do que já é.
Vale a pena acreditar, só custa é tentar. Nem é o tentar que custa, mas sim o fazer que assusta.

Quantas formas tens tu ó Liberdade?

De noite e só de noite, Miguel gosta de sorrir. Todos lhe reconhecem a estranheza da personalidade, mas nenhum a qualifica como ruim ou maldosa.
Miguel é gentil, é amavel, cavalheiro, educado.
È sério, mas não é sisudo, tem um apurado sentido de humor, mas simplesmente só gosta de sorrir à noite.
Que mal tem isso?
Segundo muitos, tanto. Segundo eu, nenhum.
Miguel tem todas as condições naturais e apreendidas, de uma pessoa fantástica, mas não sorri.
Durante o dia não consegue sorrir. Não se trata de não gostar das pessoas com quem lida, de não as prezar e estimar, mas o mais comum dos coniventes, com a situação em que vive o nosso mundo, dirá o contrário.
Dirá, nas costas de Miguel, sem que este o ouça, talvez por achar que dizer mal de Miguel, é, no seu todo, uma ideia ridícula, na medida em que a única coisa que tem para lhe apontar, é que ele não sorri de dia.
Quem pode ser tão turvo, tão ofuscado como o condutor adormecido, que abre os olhos para os fáróis que vê a 200 metros, mas que imagina estarem a 10, e guinam o carro para o vazio, quando ainda tinham tanto tempo, mas também ele, cometeu um erro crasso, o de julgar. Julgar mal.
Ora se eles são livres por o julgarem, tanto o Miguel como eu próprio, somos livres, de os contrariar, e acima de tudo de os ridicularizar em público, mas de forma estupidamente educada.
Pois bem. Acontece que o sentido de humor de Miguel, era extremamente afinado, e estava calibrado com uma dose tão suave de veneno, que anestesiava com gargalhadas mansas, os ouvidos de quem o escutava e se perdia de riso, tudo isto sem que Miguel mexesse mais do que dois músculos da face.
Os seus amigos elegia-no como o mais temível dos troçistas, o mais audaz dos gozões, o mais inteligente dos parvos, mas Miguel, não era mais do que um gajo, que tenta ser ele próprio, agir de acordo com tudo em que acredita, vive de acordo com tudo aquilo que aprendeu, trasnportando as regras, os valores, os deveres, para o quotidiano.
Miguel luta diariamente contra tudo o que o impele a não ser Miguel, a não ter a sua forma, a ser outro, que não o portador do seu código genético.
Mas isso, não afecta em nada os deveres a que está obrigado.
Miguel é exemplar, é magistral na sua profissão, é visto como um exemplo, age como se estivesse sempre no mesmo local, acompanhado por todas as pessoas que conhece, como se estivesse sempre rodeado daqueles que mais gosta, e conseguisse contagiá-los a todos da mesma forma, com a mesma simplicidade dos actos que aqui descrevo.
Esse é o objectivo que traçou para o seu existir na triste realidade que hoje enfrentamos.
Empregos precários, despedimentos colectivos, trabalhos temporários, reformas miseráveis, trabalhar até aos 120 anos, empréstimos sucessivos, já mencionei os trabalhos temporários? ok, trabalhos temporários, não querendo parecer exaustivo, mas é de facto um iten indispensável a esta lista.
As pessoas deixam diariamente de ser quem são, para serem apenas mais uma pessoa, mais uma parcela de uma tarte gigantesca, com centenas de Kilómetros de diâmetro. Deixamos de ser o que queremos ser, para passarmos a ser aquilos que os outros querem que sejamos, para pensarmos como os outros querem que pensêmos, depois em casa, entorna-se tudo, porque as personalidades frustradas, tentam ou não, inverter a situação, e o extremismo nunca dá resultados positivos.
Miguel é o mais feliz de todos os seres humanos com quem coahabita e coexiste na sua vida, é como quer ser, age como acha que deve agir, pensa pela sua própria cabeça, e sorri de noite.
Porquê? Porque de noite, consegue achar graça a tudo o que viu os outros fazer durante o dia.
Às histórias que ouviu, às discussões a que assistiu, aos mexericos que conheceu, aos conselhos que um deles lhe deu, tudo é extraordinariamente engraçado à noite. Não é Miguel? É que à noite, ele tem mesmo de estar bem disposto, pois só isso o permite ter uma vontade enorme de acordar no dia seguinte, para ter de ver mais do mesmo, e permanecer livre. Acredita que se conseguir fazer com que, as pessoas que lhe são mais chegadas, pensem como ele, a coisa pode melhorar, porque quem assume esta atitude perante a vida, tende a conseguir fazer-se ouvir, e muitas vezes bem mais do que isso, consegue fazer-se repwtir
Pelo menos, é livre. Como?
Em todas as formas de liberdade que se possam procurar. Miguel, é o primeiro nome no seu cartão de cidadão, mas também é o nome que salta dos seus olhos, é um nome que quem pronúncia, sabe perfeitamente aquilo que em primeiro lhe surge no pensamento, quando pensa em Miguel.
Um sorriso. Um sorriso nos lábios, é o que acontece a quem pensa em Miguel. Curioso não é?
Em especial, porque a maioria daqueles que sorriem quando pensam em Miguel, sejam homens ou mulheres, são aqueles que, que queiram quer não, nunca o viram sorrir.
Estranhas as variadas faces, as múltiplas formas de se viver em liberdade.

LER, mas o quê?

Ontem, em conversa com um amigo meu, tive a magnífica e egocêntrica supresa de saber, que ó único material escrito com o qual ele contacta, ou melhor, e vamos lá a ser exactos ao falar deste tipo de informação, o único material escrito que ele procura na WEB, são os textos humildemente publicados neste espaço de ignorância e eloquência, em que me atrevo a escrever, com a legítima esperança de ser lido.
Ora, se encontro alguém que me diz, que a única informação escrita que procura na net são os meus textos, obviamente que tenho de sentir um contentamento ligeiro, por ter, pelo menos, um fiel seguidor.
Também sinto uma enorme responsabilidade por saber agora, que tenho um fiel seguidor, que pode também transformar-se rapidamente num fiel inquisdor, ou num fiel crítico daquilo que irresponsavelmente me atrevo a escrever.
Se no meio de tantos milhares de páginas, blogs, motores de busca, posts e por aí fora, ele decide e elege o MEU BLOG, como espaço predilecto, para se distraír e acima de tudo, e o mais importante, se me elege como ponto de interesse, ao qual está disposto a “desperdiçar” o seu precioso tempo, a irresponsabilidade textual terá de dar lugar a uma responsabilização pessoal e a uma capacidade de perceber que aquilo que estou a escrever, está agora constantemente sujeito aos olhos da crítica, e à tenacidade do comentário com que o meu fiel leitor me poderá brindar.
Acima de tudo, deixo a promessa de tentar contribuir para que ele continue a seguir-me, esquecendo a amizade que nos une, e apelando ao seu sentido crítico e à sua curiosidade textual.
Assim, se eu conseguir de alguma forma incentivá-lo a ler, a ler mais, a querer ler muito, a aperceber-se de que quanto mais lê, mais sabe e que quanto mais sabe, mais quer saber, e quanto mais quer saber, mais vai querer ler, daqui a pouco tempo, estarei com toda a certeza habilitado a perder um leitor fiel, diário, mas a dar ao mundo, mais um leitor interessado, motivado e desejoso de mais informação, se tal acontecer, o orgulho será ainda maior, a satisfação idem, e a vontade de continuar a publicar babuseiras, só conhecerá como limite, a minha capacidade motora de articular ideias, com a velocidade do meu teclar.
Obrigado João Pedro.

Em tempo de paz, o que se fazem às armas?

Ora pois bem, vivemos num tempo de suposta paz, tranquilidade, descanso, as guerras são lá longe e alimentadas pelo grande glutão, o super monstro do jogo PACMAN, que papa tudo, um autêntico Sebastião. Como tal, manda o ditado, que em tempo de guerra se lavem as armas…
Ora pois bem, armas, não temos, pelo menos aquelas armas convencionais que atédisparam balas, e podem mesmo ferir ou matar quem por elas é atingido…
As nossas armas são outras.
Ele é o implacável Segredo de Justiça, o fantástico processo CASA PIA, são as obras no Terreiro do Paço, os desabamentos na CREL, as cheias no Tejo, o BULLYING, os deslizamentos de terras na CREL, as pavorosas e inquantificáveis Crateras que povoam as estradas de Lisboa, as Portagens das SCUTS no norte do país, resumindo, temos um poderosíssimo exército, capaz de ferir de morte qualquer uma das potÊncias mundias que ousem enfrentar-nos ou ameaçar-nos com qualquer subida de impostos, não cumprimento de défices, ou seja lá o que for…
Actualmente o país vive completamente ofuscado pelos “brilhantes resultados desportivos” da sua equipa mais POPULAR e POPULISTA equipa de Futebol. Tudo o resto parece passar ao lado, ou melhor, tudo o resto é posto de lado, o que interessa é “que o Benfica seja campeão, o resto é merda!”, como tal, assim se vão passando cada vez mais situações estranhas, a que ninguém liga nenhuma, apenas os mais desligados dessa grandeza política, a que chamaram um dia Sport.Lisboa e Benfica, pensam nos problemas do país…
Ora, os arruamentos completamente danificados e assassinos, que têm provocado um número grotesco de furos nos pneus dos automóveis dos Portugueses, passam assim completamente incólunes, e quem se lixa?? é o Transeunte que não tenha a perícia de um Carlos Sainz, que lhe permita desviar-se de 22000 buracos diários, sem bater, nos carros que seguem nas outras faixas, nas motoas, ou nos peões que atravessam as vias…
Enfim, Portugal vive em estado se chato, e não em estádo de sítio.
Limpem as panelas e tomem mebocaína, que vêem aí tempos de manifestações de voz e batimento de panelas…
Quem é que manda aqui afinal…?
Em tempos de paz, já temos o que fazer às armas.