“Amor é ficar sem chão e não ter medo de voar”

“Amor é ficar sem chão e não ter medo de voar”

O que vais ler aqui é uma história daquelas que todos nós temos e devemos ler. Seja quando for, seja onde for. Temos mesmo de ler isto.

Descobri-a através do Jorge Araújo, jornalista e editor da Revista E do Expresso. Depois fui conhecê-la mais ao pormenor no site da CNN e fiquei tão impressionado e comovido que tive de a partilhar contigo.

Pouco me importa que aches que isto é lamechas, piegas ou que não acrescenta nada à tua vida.
Se sentires uma destas 3 coisas, faz-me um favor: deixa de me seguir!

Não quero que sintas que a história que aqui te trago hoje te incomoda ou não te diz nada. Porque se é esse o caso, então não temos mesmo nada em comum.

Mas se dás valor à vida e acreditas que o planeta precisa de conhecer histórias assim para se inspirar e para ganhar força numa altura tão crítica, então fica por aí e lê o resto da história que o Jorge teve a brilhante ideia de nos contar.

“Para sempre é muito pouco tempo. A vida é um relâmpago, passa num instante. E o tempo não sabe esperar.

A história de Betty e Curtis é prova disso. Dois antigos colegas de liceu que se apaixonaram. Casaram, tiveram dois filhos e, durante 53 anos, caminharam juntos pela estrada da vida.

Betty, de oitenta anos, foi a primeira a ser apanhada nas malhas do coronavírus. Dois dias depois, Curtis seguiu-lhe os passos e foi internado no mesmo hospital do Texas.

As enfermeiras da Unidade de Cuidados Intensivos sabiam que, na matemática dos sentimentos, um e um nem sempre são dois. Betty e Curtis não sabiam viver um sem o outro.

Por isso, todos os dias, levavam Curtis para a unidade de Betty. Os dois nas nuvens. Como sempre. Para sempre. A vida e a esperança nas linhas da palma das mãos.

Amor é ficar sem chão e não ter medo de voar.

De repente, Betty partiu para o corredor da morte. Curtis nem precisou de ouvir a notícia para ver os seus níveis de oxigénio baixarem. Desistiu de viver.

Juntos na vida, juntos na morte.

“Assim que ele sentiu que a nossa mãe não iria aguentar, ficou em paz com a decisão de deixar de lutar”, contou um dos filhos à CNN.

Betty e Curtis morreram com menos de uma hora de diferença. De mãos dadas.

Há coisas que a morte não consegue matar.”

A força indestrutível de um amor absoluto

Há sim, Jorge. E esta tua frase é tão absoluta que dói.

O amor é uma força tão poderosa como as forças maiores da Natureza.

E se tu que estás a ler isto, nunca tiveste a sorte de sentir isso, ou se deixaste de acreditar que isso é possível, então só me resta lamentar a tua infelicidade.

O amor pode tudo e há amores que são à prova de tudo.

Vivemos um tempo de incerteza, de medo, de dúvida, de desconfiança e de terror psicológico.

Vimos o nosso mundo ser virado do avesso. Cobrimos a nossa boca e o nosso nariz, por se tratar da única forma de protecção que temos contra um inimigo que nem sequer conseguimos ver. Falamos hoje de um modo diferente. Deixámos de sorrir uns para os outros.

Claro que podemos continuar a sorrir com os olhos, mas… não é, de todo, a mesma coisa. Pois não?

Assim, quis partilhar isto contigo porque acredito que vale a pena. Acredito que vale a pena pensar na vida desta forma. Acredito que separar a vida pessoal da vida profissional é cada vez mais uma estupidez que não faz qualquer sentido. Somos um todo. Não temos caixas dentro do cérebro onde arrumamos as nossas diferentes personagens.

Caramba, se isto não servir de inspiração… o que é que pode servir?

A histórias aproximam os seres humanos desde que somos seres humanos.

As histórias vão continuar a ser o que nos une e… como diz o Rui Veloso, muito mais é o que nos une, que aquilo que nos separa.

8 dias sem redes sociais – das razões às sensações

8 dias sem redes sociais – das razões às sensações

Pois é. Se há uns anos me dissessem que ia fazer isto. Dizia que era ridículo! Mas não é. Não foi. Estar durante 8 dias sem redes sociais foi muito bom e é exactamente sobre isso que vos vou falar. Desde as razões que me levaram a fazê-lo às sensações que pude registar durante esse (curto) período.

A ideia partiu depois de uma conversa que tive, há coisa de 1 ano, com o meu amigo e um dos meus mentores desta vida digital, o Pedro Caramez, que me disse ter feito algo semelhante numas férias recentes em família. Comecei logo a magicar uma coisa parecida e tomei a decisão quando faltavam cerca de 3 semanas para entrar de férias. “Vou fazer isto mesmo”. Pensei. “Vou (tentar) passar 8 dias sem redes sociais. E depois escrevo sobre isso. Quanto mais não seja para explicar às pessoas porque é que um Social Media Manager sentiu necessidade de fazer uma coisa destas. Explicar as razões e as sensações que recolhi durante esta “empreitada”. Parece-me bem. Já me levantei da cama por muito menos e a pagar!”

A primeira pessoa a duvidar da minha capacidade e nível de compromisso para com a missão foi, nada mais nada menos, que a minha mulher. Afirmou categoricamente que não seria capaz, que sabia perfeitamente que eu ia levar o telefone para a casa de banho e outras provocações do género. Não me fiz rogado e resolvi apostar um jantar! Era precisamente o estímulo que me faltava!! “Vou provar-te que estás redondamente enganada e ainda vou jantar à tua conta… à conta disto!”.

Posso adiantar-vos que foi bem mais fácil do que inicialmente pensei que seria. E olhem que ainda ponderei a hipótese de prolongar a coisa durante mais uma semana. Por aqui podem ficar com uma ligeira ideia do quão bem me soube. Ocupei o meu tempo de uma forma que me deixa tremendamente feliz.

Li 160 páginas d’ “O Regresso do Soldado” de William Faulkner e acabei o livro. Li os três primeiros volumes da colecção das 1001 Noites do Expresso, tendo já começado a leitura do quarto. E isso, por si só, é motivo de tremendo gáudio. Passei o tempo a brincar com a minha filha, a ver o mar, a pensar e, ocasionalmente, quando a minha mulher parava um instante para descansar e consultar as novidades nas redes… eu aproveitava para reclamar com ela… só porque… sim. (sabe tão bem ter a razão do nosso lado!)

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Foi uma excelente e muito revigorante primeira semana de férias. Mas agora importa explicar as razões e alguma das sensações que recolhi de toda esta empreitada. Comecemos então pelas razões:

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Em primeiro lugar creio que o facto de trabalhar directamente com redes sociais e em páginas de uma dimensão “assustadora” – no que diz respeito ao número de seguidores e de consumidores de conteúdos – me fez sentir este ímpeto e esta vontade. Passar um ano diariamente ligado e a ter de escutar e perscutar tudo o que se passa nas redes com as quais trabalho e nas quais me movo, produziu um cansaço grande que me fez sentir a necessidade de “virar costas” a tudo a fim de conseguir verdadeiramente desligar o cérebro e aproveitar as merecidas férias deste ano tão exigente.

Em segundo lugar está, muito possivelmente, a influência que a verborreia e o ódio bem destiladinho com que somos confrontados, todos os dias, todas as semanas, todos os meses, durante todo o ano, em todas as redes onde circulamos tem em cada um de nós. Não foi exactamente disso que precisei de me desligar mas sim do acumular de tudo o que vamos lendo e vendo e tuitando e partilhando e favoritando ou detestando ao longo de um ano inteiro. Entrei nestas férias a sentir uma necessidade tremenda de falar com as pessoas, olhos nos olhos, cara a cara, de viva voz… como preferirem.

Por último, mas nem por isso menos importante, se é absolutamente inequívoco que as redes sociais se fazem de pessoas e para pessoas, não é menos verdade que é exactamente por isso que as mesmas, não raras vezes, se deixam conspurcar pelo que de pior tem cada um de nós. E disso, disso sim, parece-me que precisamos de nos libertar de quando em vez, sob pena de nos deixarmos contagiar pela maldade e acabarmos por embarcar nesse comboio pernicioso e repleto do pior da condição humana… sem o “perigo” de existir um fiscal que nos pergunte pelo bilhete.

A protecção que a máscara confortável atrás da qual nos escondemos – entenda-se por máscara aquela que nos dá o aparelho que usamos para estarmos presentes nas redes – faz destas um meio que se pode tornar perigoso, quando usado com más intenções. E sim, toda a gente sabe isto, e não, não há meio de “isto” deixar de ser assim. Porquê? Se eu soubesse a resposta a esta pergunta tantas vezes repetida… estava rico… e provavelmente andaria a escrever artigos no LinkedIn sobre coisas bem diferentes! =)

Acreditem que todos os dias vejo coisas que me deixam assustado, preocupado, incrédulo e estupefacto com o estado a que estão a chegar as relações sociais entre todos nós. Cada vez sabemos menos uns sobre os outros. Cada vez nos preocupamos menos com isso. Cada vez somos mais frios e insensíveis e despreocupados e desligados. Fisicamente desligados uns dos outros. Importam-nos mais os likes, os shares, os comments, os favorites, os retweets e reposts. Isso sim é pão para nos encher o bucho.

Cada vez mais nos interessa cada vez menos a opinião de alguém, uma vez que a possibilidade de dizermos o que queremos, como e quando queremos, aliada à tal “invencibilidade virtual” e à suposta protecção que o ecrã que nos separa dos outros permite que grasse a violência verbal, o desrespeito e falta de consideração entre a grande maioria dos utilizadores das redes.

Parecem-me razões mais do que suficientes para que tenhamos, nós, as pessoas boas, as boas pessoas, necessidade de desligar disto tudo, sobretudo se tivermos de estar nas redes, nomeadamente, por motivos profissionais. Para o ano repito a dose. E quanto a mim, espero ter-vos influenciado positivamente com esta minha narrativa meio geek mas que em muito contribuiu para que tivesse umas férias sensacionais. Longe de “tudo” e extraordinariamente daquilo que para mim é mais que tudo: os meus, a minha família. As coisas, os sítios e as pessoas de que verdadeiramente gosto. Sem filtros, sem #hashtags, sem mentions nem o diabo que nos carregue! E sabe muito bem, acreditem! É experimentar e partilhar.

O Walter morreu. E com ele foi parte da bondade do mundo

O Walter morreu. E com ele foi parte da bondade do mundo

Antes de falar do Walter. Deixem-me falar-vos um pouco da Flamenga.
A Flamenga é um bairro, um lugar, nem sequer ao menos é uma freguesia. Mas desengane-se quem julga que isso a demove.
A Flamenga tem pessoas do caraças e o Walter era uma das suas estrelas maiores. Deixou-nos e com ele levou, de facto, parte da bondade do mundo.

A Flamenga, para aqueles que a conhecem e que lá tiveram a sorte e felicidade de crescer é muito mais do que isso. Atrevo-me a dizer que a Flamenga é o centro do mundo. Pelo menos do nosso. Mais para uns do que para outros, na medida em que cada homem sente coisas diferentes relativamente a uma mesma coisa, neste caso, a um mesmo lugar. Contudo, da Flamenga guardamos sempre uma coisa que se sobrepõe a tudo o resto. O sentimento de comunidade, de família, de pertença. E isto, naturalmente que é também diferente para cada um de nós, os que lá crescemos. Porquê? Porque, tal como em cada uma das nossas famílias, a Flamenga é feita de pessoas, todas elas únicas na sua autenticidade, todas elas especiais na sua singularidade, mas sobretudo isto, todas elas unidas pelas memórias transversais que temos daquele sítio, daquele bairro, daquele lugar, do centro do nosso mundo.

A Flamenga é, como qualquer outro lugar, feita de pessoas e são essas pessoas – que se fizeram gente em conjunto – que determinam a natureza das ligações que as unem. Certo é que todos nós, esta geração do final dos anos 70 e dos anos 80 do século passado, fomos sendo trazidos até essa condição de gente pelos mais velhos, por todos aqueles que, não sendo da nossa família de casa, olharam para nós e por nós, sabendo que estavam ali os futuros homens daquele bairro. Que estava ali a alegria da amizade e da partilha. Tudo isto no saudoso e já distante tempo em que crescíamos e brincávamos na rua, sendo as únicas pausas permitidas e consentidas aquelas que se destinavam ao propósito único de nos matar a fome e dar energias para continuarmos a brincar. Ninguém se metia connosco. Metíamo-nos nós uns com os outros e eles, os homens, olhavam sempre para nós pelo canto do olho, ligando sem ligar muito. Davam-nos aquela sensação de estarmos sempre seguros. Sempre.

O Walter foi, sem qualquer sombra de dúvida, um dos homens mais queridos e doces que a Flamenga alguma vez conheceu. Que eu alguma vez conheci. E certo é que nunca lhe conheci, em todos estes anos, um conflito, uma animosidade, uma falha grave, uma resposta errada, um gesto feio, um maldade. Nada! Nunca lhe ouvi uma palavra amarga, um gesto rude, uma desconsideração um destratamento, gritos ou coisa parecida. E caramba, se há coisa que dele guardo é aquele sorriso enorme e rasgado, que contrastava em tudo com a imagem que dá a cor possível a este amontoado de palavras que procuram desesperadamente ter algum sentido, quando o que sinto é que é impossível dar sentido a coisas que não têm sentido nenhum.

Guardo dele imagens recentes que me enchiam de esperança num mundo melhor. O Walter tinha o lindo hábito de se comover com as crianças. Com os filhos dos amigos. Tinha sempre a candura e deliciosa atenção de oferecer sempre um presente aos pequenotes, daqueles das máquinas dos cafés. Com uma alegria e um brilho no olhar que merecem ser eternamente recordados.

A morte de pessoas como o Walter nunca faz sentido. Não pode fazer sentido. Não tem como fazer sentido. É despropositado e dele desprovido. Absurdo. Abjecto. Incompreensível. Inaceitável. Estúpido. Inatingível. Inqualificável. Irreal. Inqualificavelmente estúpido e estupidamente inqualificável. Uma merda que não se explica nem se discute. Lamenta-se.

É um dos grandes pecados da morte. A ausência de explicação possível para a mesma. É assim. Sabemos bem que um dia chegará a nossa vez, mas é e continuará a ser sempre uma merda. Dói e continuará sempre a doer. O tempo não tem força para apagar a dor da morte. Seja lá onde for que as pessoas estejam a viver.

Podemos regressar mais ou menos vezes ao local onde crescemos.
Podemos passar mais ou menos tempo com as pessoas ao lado de quem nos fizemos, também nós, pessoas. Mas se há coisa que não podemos, de forma alguma, é ignorar a dor de uma terra que nos viu crescer e chegar ao sítio onde hoje estamos, cada um de nós. Porque sim, caríssimos, a terra também chora e a Flamenga vive desolada por estes dias. Levantar-se-á, pois claro, como sempre o fez. Mas caminhará manca durante muito tempo.

Até sempre, Walter. Ficas para sempre na memória de toda a gente que teve a sorte de te conhecer.

 

Carta à Selecção e ao seu capitão

Carta à Selecção e ao seu capitão

2016-05-20-Portugal-selecao-nacional

Olá a todos!
Começo esta carta dizendo-vos que passo e perco horas e mais horas a tentar imaginar a emoção que vos correu e corre nas veias, quer durante (já a ganhar por 2-0) quer no final do jogo com o País de Gales
A emoção, a euforia, a alegria, a honra, o orgulho, o… eu sei lá mais o quê que vos deve ter passado pela cabeça (capitão, pela tua cabeça cruzes credo… passou aquela bolinha bem feliz por te ver lá em cima) no relvado, e já depois, fora dele, a caminho de “casa”… em Marcoussis.
Posso dizer-vos que eu estava em altas… como se costuma dizer.
Eu, os meus vizinhos, as pessoas na minha rua, na estrada, tudo a apitar com os carros, largaram-se foguetes, apanharam-se as canas, enfim… uma maravilha em bom português, como nós tanto gostamos!
Vocês nunca passaram por isto, alguns de vocês até podem ter passado em 2004, quando eram “meninos” e tinham de ver os jogos na televisão, ou ouvi-los na rádio, como fazem todos os outros vossos compatriotas que não podem entrar no lote dos 23, ou sentar-se nas bancadas dos estádios em que vocês jogam… é que os bilhetes ainda são caros pra caraças… mas dizia-vos que foi uma festarola e pêras.

(Aqui em casa não porque com uma bebé de 1 mês e meio não se pode andar em grandes aventuras pela noite dentro que depois, dormir, tá quieto…)

Mas olhem que há gente que sofre mesmo com estas noites hein, gente que se emociona de verdade! De tal maneira que sentem no peito uma qualquer coisa inexplicável, que parece querer rasgar-lhes o externo de par em par e sair cá para fora para gritar, ainda mais alto, o nome do nosso tão maltratado mas tão adorado país. Sim, somos um povo difícil e vocês sabem-no bem. Sabem-no porque na grande maioria, mesmo apesar de muitos de vós terem emigrado em busca de uma vida melhor, já provaram um pouco da complexidade que temos enquanto Nação.
Muitos de vós já foram vaiados, assobiados, gozados, criticados, em alguns casos não dá mesmo para perceber o que vos fez e faz continuar a querer vestir essa camisola… O Quaresma que o diga… e recentemente o Bruno Alves também…
Muitos outros, no vosso lugar, já teriam desistido (e alguns desistiram mesmo) há muito.

Mas é o que é, ou seja, as coisas são como são e Nós somos mesmo assim… Gostamos muito de dizer mal. De criticar. De dizer mal e criticar. Só porque sim, só porque temos uma veia (ou mesmo uma mão cheia delas) que nos empurra para estes comboios de anormalidade pegada. Não é só convosco. Somos assim uns com os outros. Não reconhecemos valor aos nossos amigos, mas sim aos amigos dos outros. Não reconhecemos a arte, a criatividade, o sacrifício daqueles com quem passamos mais tempo, dos nossos familiares, dos nossos companheiros, em vez disso, buscamos e encontramos sempre a excelência nos de fora, naqueles que não conhecemos de todo. E isto é tanto mais grave porque é transversal a todos os campos, estádios, estantes de livrarias, paredes de museus, parangonas de jornais, tudo…
Não creio que o façamos por maldade (pelo menos quero acreditar nisso), mas sim porque achamos que esse é o natural caminho para a diferença, que isso faz de nós seres muito melhores e mais altivos, cheios de massa crítica e de audácia discursiva, cheios de visão e de independência, mas no meio desse achismo todo esquecemos o mais importante, citando o Miguel Esteves Cardoso, esquecemo-nos de “como é linda a puta da vida!“.

Mas não fica por aqui: esquecemo-nos de que, em primeiro lugar, somos um país pequenino. Ok, a Islândia é bem mais pequena e o País de Gales também, mas isso não interessa nada, o que interessa é que, para o efeito, somos frequentemente vítimas de bullying quer por parte dos alemães (felizmente eliminados pelos franceses), quer por parte dos franceses (se pudessem perder os dois de uma vez…), e nisto, nisto nem os aliados daquela que é a mais antiga aliança do planeta nos defendem, aliás, agora até viraram costas à UE (esse tão profícuo órgão de soberania de um continente decadente)…
Esta gente (agora em processo de #Brexit) só fala de nós e connosco por causa do Algarve, do vinho e… da Maddie McCann…
Andam sempre “preocupadíssimos” com os nossos “défices enormes”, arranjam cães de fila que se mostram doidos por nos morder os… calcanhares! (Aiiii… aquele teu calcanhar contra a Hungria, capitão, que golo! que golaço, que “pedacinho”, como se diz lá na tua terra) de futebol maravilhoso, só ao alcance de jogadores como tu, e são tão poucos os que tiveram tudo aquilo que tu tens, mas já lá vamos;

Dizia que somos também aqueles que pagamos os devaneios engravatados e sem escrúpulos de bancos atrás de bancos, unicamente porque nos dizem que temos de o fazer, e nós, obedientes, pagamos e assistimos impávidos e extremamente serenos ao esventrar da nossa sociedade e do nosso povo às mãos senhores de belos fatos e (ás vezes) belas gravatas. Senhores esses que conduzem (ou são conduzidos) belos carros, têm belas casas, muitas vezes em belos sítios onde nos seria impossível sequer montar uma bela duma tenda.
Mas mesmo nessas alturas, nas piores agruras, parece haver apenas uma coisa capaz de nos “unir”… ou melhor, unir não que é demasiado forte e um pouco falso até, mas que é capaz de nos juntar, isso sim, a todos, num ambiente de (alguma) concordância e sofrimento, a Selecção Nacional!
Porque o sofrimento faz sempre parte de toda e qualquer campanha da nossa Selecção em grandes competições! É a representação mais fiel ao próprio país que o futebol europeu conhece… digo eu.

Pois é!
Por isso, o que vos digo é que se nos tiram o futebol e a alegria destas emoções fortes que nos parecem ter sido predestinadas, talvez deixemos mesmo de ser país, deixemos mesmo de ser povo, deixemos de nos juntar e passemos a viver activamente a infelicidade a que esta Europa nos parece querer forçosamente condenar.
Mas, no meio disto tudo, há um problema: é que somos muito bons com a bola nos pés.
Somos muito bons a fintar as previsões e as opiniões que nos destinam e nos vaticinam constantemente a desgraça, o falhanço, a consternação, somos muito bons a meter pela esquerda quando tudo parecia prever que íamos pela direita, somos muito bons a aguentar, a esperar, a ludibriar, a encantar, a fazer esperar e a saltar então, a saltar somos do caraças… não é capitão? Não é Bruno (tu que talvez saltes ainda + alto que o capitão)?
(Reparem na cara do Danilo Pereira e do Robson-Kanu a olhar para o Cristiano “Air” Ronaldo lá em cima pendurado na janela do 2º andar à espera que a bola lá chegue).

E assim fomos, saltando… de jogo em jogo, como saltam os sapos de nenúfar em nenúfar, pela vida fora, e nós pelo torneio adentro. E já estamos na final.
E agora? Agora. Agora não há outra coisa a fazer que não ganhar esse jogo de Domingo. Vão esgotar-se stocks de cerveja, de entremeadas e bifanas, de gritos e cânticos, de sonhos e esperanças, mas nós, há muito que nos vimos preparando para estas andanças porque temos no nosso capitão um voraz caçador de troféus, de finais, de recordes, de mais e mais e mais.
Nada lhe chega nem lhe é suficiente e ainda bem que assim é… porque é essa persistência que o faz, aos 32 anos, ser o jogador + internacional, o maior goleador, o recordista em presenças de fases finais de europeus, ter 3 bolas de ouro, ser o melhor marcador de sempre do Real Madrid… e eu sei lá o quê mais!
É o expoente maior do nosso futebol, mas hoje está diferente, está + homem, mais maduro, + companheiro, mais amigo, + sério, mais capaz, + frio, mais solidário, + atento, mais tudo… E o conforto que deu ao Bale (na foto), que o tem como ídolo, diz muito daquilo que é hoje o “nosso” Cristiano Ronaldo.

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E assim saltámos por cima dos perigos e fatalidades que nos apontaram os eternos arautos da desgraça (que a esta hora devem estar piursos porque lá nos apurámos para a final), saltámos por cima de todos os que nos diziam que não íamos a parte alguma, que não merecíamos, que tínhamos era de deixar de fazer poses e fitas e ir para casa para as férias benditas, porque isto, aquilo e aqueloutro… Seja lá o que for que isso queira dizer… Passámos ao lado (ou mesmo por cima) dos invejosos, dos nojentinhos, dos que “cagam postas de pescada” e dos que criticaram tanto e tudo e todos e que agora, agora saem de mansinho…
Driblámos os camones que nos odeiam e nos invejam, mas que têm de se habituar aos merdosos dos tugas, quanto mais não seja porque nós chegamos sempre lá. Muitas vezes chegamos de Zundap, a meio gás, meio tortos e a andar de lado, mas chegamos, e agora, agora ninguém nos pode roubar a possibilidade de sonhar ainda mais alto, de sonhar que é desta, que desta é que é, que nos vamos vingar da tremenda injustiça que sofremos no nosso próprio quintal em 2004.
Éramos os donos da bola e vieram cá aqueles “patetas” toscos daqueles miúdos gregos roubar-nos a redondinha, e de caminho levaram também a taça enquanto dormíamos hipnotizados por tanto apoio, pelos cavaleiros de Alcochete, pelos barcos no Tejo, os helicópteros, o cordão humano a vir sabe Deus de onde…

Bom, seja como for, confio em vocês!
Confio que vão fazer tudo o que estiver ao vosso alcance para trazerem para casa a Taça! Confio que vão deixar tudo naquele Stade de France, que vão encher-se de coragem para derrotar aqueles “macacos chauvinistas” que tanto nos adoram e que tantas vezes já se riram à nossa conta.
Vamos obrigá-los a começar a semana de olhos postos no chão quando entrarem em qualquer estabelecimento português no dia seguinte.
Os nossos emigrantes merecem isto, merecem mesmo! Nós merecemos isto! Merecemos mesmo!
Mas vocês, mais do que quaisquer outros, merecem a glória da vitória e a honra que tem um campeão. Pessoa disse-nos que para sermos homens, temos de ser inteiros, e eu estou inteiramente convicto de que vocês são homens mais do que suficientes para enfrentarem o desafio das vossas vidas profissionais… com a sorte tremenda de terem atrás de vocês, todo e qualquer “marmanjo” ou “marmanja” que arranhe a língua portuguesa a apoiar-vos até que a voz nos doa!!

Capitão, puxa por eles homem, puxa por eles que eles seguem-te para onde quer que tu vás! E o povo está contigo… como nunca esteve antes!

Como isto já vai compridote…
Deixo-vos um abraço, a todos sem excepção, deste que vos admira e que sofre convosco…

P.S – Fernando, sem a tua coragem nada disto seria possível.
Por isso, por tudo o que foi feito até agora, muito, mas muito obrigado!

Ver e sentir José Saramago… nas palavras de Pilar

Ver e sentir José Saramago… nas palavras de Pilar

Sexta-feira.
Final de tarde cinzento rato, de um final de uma semana molhada, encharcada, ensopada esta segunda semana de Abril.
Uma semana dentro de um mês que podia perfeitamente ser alienado do calendário.
Saio de casa e deixo a minha mulher grávida a descansar. Os 8 meses e meio de gravidez já lhe vão pesando as costas, os pés, as mãos… mãos que começam a inchar e tornar incómoda a convivência com a aliança.
Subo os túneis do Grilo e não sabendo bem como consigo fazer a carrinha serpentear pelo trânsito que se precipita enlagartado para a saída de Sacavém/2ª circular.
Daí à Casa dos Bicos é um tirinho.
O que vou lá fazer? Assistir a uma conferência intitulada “Conversas sobre o futuro do Jornalismo”, com o jornalista galego Alfonso Armada e, do nosso lado, António Mega Ferreira.
O primeiro episódio desta deslocação acontece imediatamente a seguir a estacionar. Detenho-me dentro da mesma ainda durante alguns minutos para devolver uma chamada que havia perdido durante a viagem. Estou eu ao telefone e, qual não é o meu espanto quando me aparece à janela do carro um enfarruscado, mas nem por isso menos desavergonhado arrumador de carros.
Antes de mais devo dizer e confessar que a minha simpatia para com estes tipos é muito próxima dos limites mínimos, directamente proporcional à tolerância que lhes tenho, sobretudo quando, como foi o caso, me aparecem tal e qual o melhor dos paraquedistas, vindos sabe Deus de onde, com o intuito único de me virem “enfiar” a mão no bolso com a frase mítica: “Oh amigo, não tem uma moedinha?”.
Neste caso, e dado que se plantou a mirar-me mesmo junto à janela do lugar do condutor, pôde ver-me ao telefone e assim decidiu arrepiar caminho de volta ao outro lado da estrada, de onde de resto tinha saído, e onde então se estacou expectante, aguardando a minha saída.
Terminei a chamada, peguei no meu bloco de notas, abri a porta e vi-o logo pelo canto do olho esquerdo. Sim, do esquerdo. O canto do olho direito não vê a ponta de um corno. E tranquei o carro.
Ainda no meio da estrada pude escutar um balbuciar de qualquer coisa de onde apenas consegui entender um…
“Podias era dar-me…” Erro número 1. Falou comigo utilizando insolentemente a 2ª pessoa do singular. Procurou quebrar o gelo remetendo para uma proximidade inexistente. Confesso que é coisa que me aborrece. Não suporto mesmo que o façam. Sobretudo quando o objectivo é tão somente sacar dinheiro por um serviço que nem sequer se prestou. A sem vergonhice pode atingir níveis estratosféricos!
– Desculpa? – Digo-lhe, com a sobrancelha arqueada (sinal clássico, evidente, e tão bem conhecido daqueles que me conhecem de que não estou a achar piada nenhuma à conversa).
Podias era dar-me umas moedinhas! – Repete com convicção e sem qualquer vergonha nas fuças. Sem meias medidas avanço na direcção dele, estaco-me diante dele e pergunto-lhe muito calmamente:
– Mas o que é que tu fizeste para me ajudares a estacionar o carro? Posso saber?
Ohhh… qué dizer, tamém não custa muito dar umas moedinhas…
– Não te dou moedinhas nenhumas e se me fazes alguma coisa ao carro levas com essa muleta na cabeça, estás a ouvir? – Viro-lhe costas assoberbado pela indignação e pela chatice de ter de aturar coisas destas numa das zonas de que mais gosto na minha cidade e, sobretudo, chateadíssimo porque aquele “animal” nem sequer teve o cuidado de perceber que eu estava prestes a acrescentar história à minha vida. Não teve sequer a decência de pedir apenas 1 moeda, têm de ser várias, mais do que uma, usando paulatinamente o plural como se fosse de conhecimento público que agora já temos de deixar moedinhas, várias, em farto número, tudo em nome da satisfação da sede do vício, tudo para que o “menino” possa refastelar o esqueleto e entreter o reboliço de que se alimenta o desgrenhado pensamento preocupado apenas com a droga de que precisa.
Tenho o “azar” de conseguir identificar um viciado em heroína à distância, do outro lado da estrada. Pelo olhar vazio e vítreo, obcecado na satisfação constante da ressaca que lhe corrói as entranhas; pela postura física; pela ausência total do compêndio de regras sociais que nos faz respeitar o próximo. Pela capacidade que o vício lhes dá de deitarem ao rio (ali tão perto) a dignidade e de se prestarem a tudo para arranjar dinheiro para a próxima dose.
Chateado com isto tudo lá avanço rumo à Casa dos Bicos onde funciona nobremente a Fundação José Saramago. Lamentavelmente foi a primeira vez que nela entrei e não podia ter ficado mais impressionado, mais convencido da grandeza do “nosso” Nobel da Literatura.
Ao contrário da maioria dos portugueses tenho a feliz felicidade de gostar de enaltecer os feitos dos meus irmãos de terra. E Saramago, goste-se ou não do estilo, foi o único homem nascido nesta terra que conseguiu atingir o expoente máximo de um homem que se embrenha nos sinuosos e solitários caminhos da Literatura.
Das escadas que dão acesso ao mundo letrado do autor, a tudo o que ali se expõe e se vê, a memória de José Saramago é permanente e vive ali, naquele histórica e apalaçada Casa dos Bicos que tanta coisa já foi na sua existência já cansada mas majestosamente reforçada e remodelada!
À entrada há um segurança que pronta, zelosa e energicamente nos pergunta ao que viemos:
– Sou jornalista. Venho para a Conferência, sim senhor. – Retribuo-lhe a curiosidade.
– Então é no 4º andar. Sobe aqui as escadas, e depois volta a subir até ao 3º andar, onde está a loja. Eles dentro de alguns momentos já devem abrir o espaço e então pode subir até ao 4º andar onde será a Conferência.
– Muito obrigado meu caro.
– Está cá a seu dona Pilar! Disse com um olhar meio atrevido.
– Subo as escadas e logo me deparo com isto:

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E, para quem gosta de palavras e do quão bem elas encaixam no mundo, isto tem significância, se tem.
Vou por ali acima e chego então à antecâmara da Conferência onde me espera a espera pela abertura da sala. Percorro atentamente o espaço e leio, leio, leio, coisas atrás de coisas, papéis, postais, capas de livros, a cópia emoldurada do Prémio Nobel… Credo! Até me arrepiei! Confesso!

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Não é todos os dias que se pode ver tamanho espectáculo para os olhos!!
Depois seguiu-se isto… que também me deixou parado a olhar por mais uns instantes.

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Ali fiquei até me chamarem para o andar de cima. Ali me detive a imaginar o que teria sido a coexistência literária de Pessoa e Saramago… Meu Deus! Se os escritores desta dimensão pudessem coexistir, co-criar, co-escrever, conversar…!
Depois ainda houve um momento curioso, em plena loja, no 3º andar. Passei por ele ao de leve, mas não pude deixar de o gravar, de o registar. Duas meninas, duas jovens universitárias, travaram-se momentaneamente de razões (coisa simples e em nada violenta), ali entre o Memorial do Convento, O Ensaio sobre a Cegueira e o Ensaio sobre a Lucidez, porque, de acordo com uma delas e com o pouco que consegui ouvir mas ainda assim suficiente para conseguir reter, um determinado rapaz estava bastante diferente e inacessível desde que tinha começado a dar-se com a que estava mais perto do Memorial do Convento e do Homem Duplicado, tudo isto debaixo do olhar atento de Caim.
A amiga bem que se tentava explicar mas estava a ser alvo de uma acusação frontal, sem meias palavras, mesmo antes de ambas subirem para o andar de cima e se sentarem lado a lado a assistir à conferência. Ai o amor e a rejeição que nos chegam a toldar o pensamento até perante aqueles que supostamente nos ladeiam os dias. Aquelas meninas ter-se-ão resolvido, espero.
Chegado lá acima e tendo de imediato procurado um lugar mais resguardado mas que, simultaneamente, me permitisse ver e ouvir tudo o que ali se fosse passar, saquei do bloco e comecei a preparar-me para tirar notas.
Olhei em redor, vi a composição da sala, tweetei sobre isso e sobre a média de idades que a compunha e nisto ouço uma voz em castelhano, feminina, nervosa mas frontal, insegura mas sólida, com pouca vontade de falar, mas com um ressoar metafísico que imediatamente me fez virar a cabeça na direcção do seu som. Era Pilar del Rio e os meus olhos não podiam crer em tal coisa. Estava ali. Em pé. A apresentar a conferência. A agradecer a presença. A ser pura e genuinamente a anfitriã, a Mestre de Cerimónias que envergonhadamente se retira depois de feito o que havia a fazer. Fiquei incrédulo. Atónito. Assoberbado pela presença quase metafísica da Musa de Saramago.
Foi como se estivesse a olhar para a Ofélia do Mestre Pessoa, a Maria Sans de Hemingway… Desconcertante! Absolutamente desconcertante!
Não sou um tipo impressionável. De todo. Vinte e cinco minutos antes adverti o arrumador da possibilidade de lhe dar com a muleta na cabeça… Não sou de facto muito impressionável – neste tipo de coisas – mas sou tremendamente sensível a estas metafísicas da vida e Pilar, Pilar é a representação real de Saramago, é o prolongamento natural das suas frases intermináveis, da sua ausência pontual.
Pilar Del Rio. Não, claro que não fui falar com ela. Que ideia. A metafísica não tem voz para a humanidade! Toda a gente sabe isso. Aproximar-me-ia de Pilar para lhe dizer o quê? Essa agora…
Respirei fundo, encostei-me na cadeira e ali me deixei ficar a ouvir Alfonso Armada e António Mega Ferreira que tão bem falaram.
Que tão boas ideias deixaram. Que fizeram valer a minha deslocação. Que justificaram o ter saído de casa e deixado a minha mulher super grávida em casa durante umas horas para me ir sentar numa sala cheia de desconhecidos, em dia de folga, e ouvir falar sobre o futuro da minha profissão. Porque não?

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Sobre a mesma, notas importantes:

– Pensamos com palavras e é com palavras (e cada vez mais com imagens) que o jornalista conta o mundo aos outros.
– O que torna grande um jornalista é a capacidade que o mesmo tem de conhecer as várias realidades dentro da realidade da vida!
– Será que a maneira de ler o mundo vai influenciar e alterar a maneira de contar o mundo?
– Estará o digital a transformar (para não dizer alterar) a morfologia do nosso cérebro?
– O choque geracional entre Jornalistas pode determinar a luta pelo futuro do Jornalismo?
– Quem vai fazer Jornalismo no futuro?
– A perda de hábito de fazer coisas manualmente.
– A comodidade do processo comunicativo no século XXI

Que me desculpem os que contavam saber mais sobre a conferência… mas, se queriam de facto saber mais… deviam ter lá estado.
Quanto a mim a (senhora) Pilar deixou-me assoberbado, embasbacado, petrificado. Parece até que estive noutra sala ao lado.