LER, mas o quê?

Ontem, em conversa com um amigo meu, tive a magnífica e egocêntrica supresa de saber, que ó único material escrito com o qual ele contacta, ou melhor, e vamos lá a ser exactos ao falar deste tipo de informação, o único material escrito que ele procura na WEB, são os textos humildemente publicados neste espaço de ignorância e eloquência, em que me atrevo a escrever, com a legítima esperança de ser lido.
Ora, se encontro alguém que me diz, que a única informação escrita que procura na net são os meus textos, obviamente que tenho de sentir um contentamento ligeiro, por ter, pelo menos, um fiel seguidor.
Também sinto uma enorme responsabilidade por saber agora, que tenho um fiel seguidor, que pode também transformar-se rapidamente num fiel inquisdor, ou num fiel crítico daquilo que irresponsavelmente me atrevo a escrever.
Se no meio de tantos milhares de páginas, blogs, motores de busca, posts e por aí fora, ele decide e elege o MEU BLOG, como espaço predilecto, para se distraír e acima de tudo, e o mais importante, se me elege como ponto de interesse, ao qual está disposto a “desperdiçar” o seu precioso tempo, a irresponsabilidade textual terá de dar lugar a uma responsabilização pessoal e a uma capacidade de perceber que aquilo que estou a escrever, está agora constantemente sujeito aos olhos da crítica, e à tenacidade do comentário com que o meu fiel leitor me poderá brindar.
Acima de tudo, deixo a promessa de tentar contribuir para que ele continue a seguir-me, esquecendo a amizade que nos une, e apelando ao seu sentido crítico e à sua curiosidade textual.
Assim, se eu conseguir de alguma forma incentivá-lo a ler, a ler mais, a querer ler muito, a aperceber-se de que quanto mais lê, mais sabe e que quanto mais sabe, mais quer saber, e quanto mais quer saber, mais vai querer ler, daqui a pouco tempo, estarei com toda a certeza habilitado a perder um leitor fiel, diário, mas a dar ao mundo, mais um leitor interessado, motivado e desejoso de mais informação, se tal acontecer, o orgulho será ainda maior, a satisfação idem, e a vontade de continuar a publicar babuseiras, só conhecerá como limite, a minha capacidade motora de articular ideias, com a velocidade do meu teclar.
Obrigado João Pedro.

Quem semeia ventos… apanha a roupa lá em baixo

Ora pois é exactamente sobre esta verdade incompreendida que vos quero falar.
Esta noite apercebi-me da universalidade desta afirmação.
Lisboa esteve submetida a uma espécie de tempestade. Digo espécie, porque não sei bem se lhe posso atribuir esse adjectivo, na medida em que, como raramente presenciamos na capital, este tipo de fenómenos, somos forçados a achar que cada vez que chove com mais força, estamos perante uma tempestade sem precedentes. Quem paga a factura? A roupa. Não há dona de casa que não rogue pragas ao mau tempo, porque têm, tinham ou estavam a contar ter roupa estendida na corda, e agora lembra-se de chover, e lá começa a correria do sofá para a cozinha, a fim de apressadamente ir colher as peças de roupa, por vezes já encharcadas, que os imprestáveis dos outros (homens), que vivem em casa, foram incapazes de recolher.
COntas feitas, 22 peúgas, 4 boxers, 5 cuequinhas de fio dental, 3 panos de cozinha, 1 lençol de banho, e.. porra, caíu uma camisola de carapuço do miguel e 2 tops da joana lá abaixo…
pASSAM A VIDA A ROGAR PARA QUE ESTEJA SEMPRE SOL, a chuva e o vento não gostam nada que falem mal deles pelas costas e depois, toma lá disto, vai apanhar a puta da roupa ao estendal da vizinha e isso é se tiveres sorte e não tiveres de ir ao R/C, e depois lavá-la novamente, por isso, cuidadinho com o que dizem por aí a respeito das condições climatéricas por vezes menos agradáveis, nunca se sabe o que vos pode acontecer ao estendal, com estes terroristas climatéricos e suicidas dos estendais todo o cuidado é pouco.