O Rei Zlatan!

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De facto, há neste futebol europeu uma enorme injustiça. Faltam mais prémios de “melhor do que quer que seja” para distinguir mais e mais jogadores. Ibrahimovic é um jogador de outro mundo. Faz parte da mesma estratosfera onde habitam Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Ele diz e faz. Ganha e marca. Foi campeão em todos os clubes onde jogou, todos!! Malmö, Ajax, Juventus, Inter, Milan, Barcelona e PSG! Tem 32 anos e é o mais velho dos 3 e o único que nunca venceu a bola de ouro. É hoje um jogador extraordinário, que joga, faz jogar e faz o que quer com a bola nos pés.

Esta semana o próprio dizia que, felizmente, já marcou grandes golos ao longo da carreira, golos que vão ficar na história e de que muita gente se lembra perfeitamente, dizia isto a propósito de um dos dois golos que marcou, no jogo do PSG com o Bastia. De calcanhar, mais um.

Ora, esta noite marcou quatro, na Bélgica, em casa do Anderlecht. Mais um de calcanhar e um remate de fora da área absolutamente estrondoso e inqualificável! Marca de pé direito, com a canhota, de cabeça, de penálti, de livre, em jeito, com uma força assustadora, de bicicleta, à meia volta, seja lá como for, ele marca, finta, quebra, bate, parte, ameaça, cumpre, grita e dá pontapés aos companheiros de treino. É cinto negro de Taekwondo! Mas acima de tudo é um daqueles vilões do futebol actual. Narigudo de cabelos à Sansão que apanha num carrapito característico, como o Moicano que descobre a face para a batalha! Zlatan não vira a cara a uma luta e raramente perde uma. Sueco de origem jugoslava, filho de pai bósnio e mãe croata (que mistura refinada!!!), tem no sangue o fervor dos balcãs e o temperamento de um gigante de 1,95m que tem uma notável habilidade com a bola nos pés.

Sem dúvida que Paulo Bento deve estar preocupado. Um jogador não faz uma equipa, sim, é verdade, mas um destes assusta e enerva um Pepe, um João Pereira, um Bruno Alves e um Coentrão, sim, porque ele anda por todo o lado, faz o que quer, faz como quer, porque pode, porque sabe, porque é um dos Deuses do futebol, porque cresceu com a bola nos pés, conhece-lhe os truques, as manhas, onde ela cai, como salta, como vira e onde deve bater-lhe.

É enorme! É o Zlatan, nome de Rei! Le Roi!

Leonel MESSI

Há momentos na vida que são abrilhantados por singularidades mágicas, transmitidas pela Televisão, esse aliado do conhecimento, esse pilar do mundo moderno.
Ontem, para aqueles que têm a possibilidade económica de assinar o canal SPORTV, Leonel MESSI ofereceu uma exibição monumental, um chorrilhão de fantasia e felicidade, ao ter feito uma exibição verdadeiramente GALÁTICA, que prova que é um predestinado, um magnífico executante, que rejubila a cada jogada que faz, que se sente melhor ser humano com as alegrias que dá a todos aqueles que pagam inflaccionados bilhetes, unicamente para o verem jogar.
MESSI é verdadeiramente de outro mundo, de um mundo onde ainda existem jogadores capazes de se satisfazerem com tão pouco, de um mundo onde se correspondem a sonhos com o melhor que o futebol tem para dar, GOLOS e ESPECTÁCULO.
A PULGA é assim mesmo e o sorriso com que termina cada jogada, com que vê a bola entrar na baliza, é suficiente, para nos fazer saltar do sofá e festejar cada golo seu, como se estivéssemos de facto no estáfio e o ovacionássemos, aclamando o DEUS que pisa o relvado de CAMP NOU com sapatilhas enfeitiçadas.
O BARCELONA deu-lhe tudo, deu-lhe a possibilidade de jogar futebol e o Argentino retribuí com tudo aquilo que pode dar.
É inegável que este Barcelona, que é o mesmo do ano anterior, mais IBRAHIMOVIC, irá figurar durante anos e anos nos quadros da melhores equipas de sempre, mesmo nos tempos efémeros que vivemos, em que tudo se esquece no dia a dia que nos esquece.
Foi por isso um verdadeiro prazer assistir ao jogo de ontem.
O Arsenal, imprudente, resolveu esticar-se no campo e adiantar-se no marcador, MESSI não gostou da brincadeira, é o seu estádio, a sua casa, casa de onde não quer nem vai, quanto a mim, saír nunca.
Marcou e fez levantar o estádio.
A partir daí, Wenger percebeu que estava tudo acabdo, e que só o cronómetro lhe valeria, mas até esse parece ter sido hipnotizado pela magia do astro Argentino. Ao final da primeira parte, já tinha 3 golos marcados. E o melhor ainda estava para vir, mais um slalom pelo meio dos Arsenalistas baralhados, e à segunda faz a bola passar por baixo das trémulas pernas de Almunia, pobre coitado, que deve ter dormido tão bem, pois foi cilindrado pelo melhor do mundo.
MESSI só queria mais uma coisa, e foi atrás dela no final da partida. Pediu ao árbitro, com aquela carinha a quem ninguém consegue dizer não, se podia guardar a bola do jogo.
Poderia este negar-lhe tamanho desejo? Claro que não, a bola é dele, e levou-a para casa, a primeira da liga dos campeões, o primeiro Póker.
Obrigado Leo Messi, por tornares este mundo melhor.